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Anticoncepcional: amigo ou inimigo?

Os dias em que tomar anticoncepcional era sinônimo de ganho de peso ficaram pra trás. Com o avanço das pesquisas no setor farmacêutico é possível controlar os hormônios de forma imperceptível para a aparência física. Vão-se as cólicas e preocupações, fica o físico de sempre. Quem garante é a ginecologista Rosa Maria Neme, que integra as equipes médicas dos Hospitais Israelita Albert Einstein, Samaritano e Sírio Libanês.

A ginecologista conversou com o Fatos em Saltos e explica alguns pontos essenciais para o aproveitamento eficaz da medicação.

Benefícios:
A utilização adequada do medicamento regulariza os hormônios do ovário de forma artificial e reduz o sangramento menstrual, consequentemente, melhora as cólicas menstruais e os sintomas da TPM. Além disso, as pílulas mais modernas podem ser eficazes na melhora da pele e em minimizar a retenção de líquidos. Não existe idade mínima para o início da utilização.

Aconselhamento médico:
Para dar início a utilização de anticoncepcionais é essencial a indicação pelo ginecologista, porque há risco de utilizar um contraceptivo com hormônios inadequados para tratar problemas específicos, causando efeitos colaterais ao invés de benefícios. Além disso, o ginecologista saberá indicar pílulas específicas para cada tipo de problema e perfil clínico.

Pílula x injeção de anticoncepcional: 
Os anticoncepcionais injetáveis apresentam o estrogênio natural e podem causar mais irregularidade menstrual quando comparado aos contraceptivos orais. No entanto são mais cômodos, podendo ser administrados mensal ou trimestralmente, e por isso indicado às mulheres que se esquecem de tomar a pílula.

O tão famoso ganho de peso:
A sensação de que engordou pode acontecer porque há uma discreta retenção de líquido no corpo na adaptação ao hormônio ou aumento do volume das mamas nos primeiros meses. Todos esses efeitos podem ser resolvidos com a prática de exercícios aeróbicos regulares. Além disso, algumas pílulas apresentam efeito diurético, evitando o inchaço.

Verdade ou mito: antibióticos cortam o efeito do anticoncepcional?
Qualquer antibiótico ou antidepressivo pode diminuir a eficácia dos contraceptivos e, portanto um segundo método, como de barreira como a camisinha, deve ser utilizado durante a administração desses medicamentos.

Leila Vieira

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Medicina Ortomolecular

Conheça o tratamento para restabelecer o equilíbrio químico do organismo

Você já deve ter se deparado com uma reportagem das belas atrizes globais, falando sobre seus cuidados com a beleza e saúde e lá pelas tantas viu a palavra ortomolecular. Mas e aí? O que é esse tratamento, ou esse ramo da medicina, que também é conhecido como Medicina Preventiva ou biomolecular que há tempos vem fazendo a cabeças das famosas e as nossas?  O Fatos em Saltos conversou com o Dr. Wilson Menta Junior, especialista na área, e tirou as nossas dúvidas. 
Confira na entrevista:
  
O que é a medicina ortomolecular, e o que a difere das demais?
A Medicina ortomolecular (orto = certo) é um ramo da  medicina com objetivo principal de restabelecer o equilíbrio químico do organismo. Ao contrário da medicina tradicional que trata a enfermidade com drogas estranhas ao corpo, como antiinflamatórios, antibióticos, corticóides etc., a medicina ortomolecular conserva a saúde e trata as enfermidades, variando as concentrações das substâncias que normalmente estão presentes no organismo, como vitaminas, minerais, enzimas e aminoácidos. Esses elementos além do reequilíbrio bioquímico combatem os radicais livres.

Quais doenças podem ser tratadas com a medicina ortomolecular, e qual o tipo de medicação usada no tratamento?
Todas as enfermidades podem ser tratadas com a ortomolecular.  Quase todas as  doenças hoje estão relacionadas com os radicais livres. A base da medicina preventiva é evitar e  neutralizar os radicais livres com uma dieta sadia, desintoxicação dos metais pesados, exercício físico moderado, evitar o  fumo, drogas, equilibrando o sono e o intestino, e suplementando com os nutrientes deficientes.

É eficaz no tratamento da obesidade?
A obesidade é uma doença multifatorial,  e o seu tratamento vai depender de suas causas, como por exemplo, dieta hipercalórica,  alteração genética da obesidade distúrbios endocrino-metabólicos (hipotireoidismo, diabetes).

Como é o tratamento? Existe alguma restrição?
Cada pessoa terá um tratamento diferente dependendo dos seus problemas. Todas as pessoas podem fazer esse tratamento após avaliação clínica e laboratorial, como marcadores tumorais, marcadores de risco cardiovascular, perfil de vitaminas e minerais, perfil hormonal, mineralograma capilar, HBL  e outros exames.
Em seguida faz-se o tratamento começando com uma correção nutricional eliminando toxinas da alimentação, ou seja uma desintoxicação que preveni as enfermidades ou retarda o seu aparecimento.

Para maiores esclarecimentos o Dr. Wilson mantém um site com vários artigos a respeito, é só conferir em www.clinicamedicinapreventiva.com.br

Jeniffer Tavares

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10 questões sobre infertilidade



  • Atualmente estima-se que 15% dos casais sejam inférteis
  • A infertilidade feminina pode ter origem em doenças como endometriose, ovários policísticos e miomas




A infertilidade é uma condição médica comum, pois estima-se que cerca de 15% dos casais heterossexuais (cerca de oito milhões de pares) tenham alguma dificuldade para engravidar. São considerados nessa estimativa aqueles que tentam engravidar e que não consigam fazê-lo após um ano de relações sexuais regulares sem o uso de métodos contraceptivos.

De acordo com a Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844), doutora em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo, a infertilidade afeta igualmente homens e mulheres e 80% dos casos têm uma causa conhecida – os outros 20% têm origem desconhecida. “Uma investigação sobre as causas da infertilidade é recomendada somente após um ano de tentativa sem sucesso. Na mulher, a infertilidade pode ocorrer por problemas, como endometriose, presença de ciclos anovulatórios, alterações hormonais, da anatomia das trompas, síndrome dos ovários policísticos, miomas e pólipos no endométrio”. 

Para saber mais sobre o assunto conversamos com a especialista, que relata em detalhes os tratamentos mais indicados para combater a infertilidade. Leia abaixo a íntegra da entrevista.

1.Por quanto tempo um casal pode tentar uma gravidez antes de partir para a investigação da dificuldade da mulher engravidar?

Se a mulher tem menos de 40 anos de idade, a investigação é feita somente após um ano de tentativa. Acima de 40 anos, esta investigação pode ser mais precoce.

2.Quando o casal deve procurar tratamento para a infertilidade?

Na presença de uma infertilidade sem causa aparente, idade avançada da mulher (acima de 40 anos), obstrução das tubas uterinas bilateralmente, endometriose avançada, má resposta ovariana por alterações hormonais descompensadas, são algumas situações nas quais o tratamento assistido pode ser necessário.
  
3.Quais as chances do problema ser da mulher? E do homem?

Em geral, 40% das causas são femininas, 40% masculinas e 20% são os casos de infertilidade sem causa aparente.

4.Quais os tratamentos para infertilidade e qual deles apresenta melhores resultados?

Há vários tipos de tratamento de acordo com a complexidade. O menos complexo é a indução da ovulação, que necessita haver a integridade das tubas uterinas da mulher para ser realizada. Neste caso, faz-se a administração de hormônios no organismo feminino para aumentar a quantidade de óvulos produzidos nos ovários. No entanto, esta estimulação deve ser pequena e bem controlada a fim de produzir, no máximo, dois a três óvulos neste processo. 

O outro tratamento é a inseminação intra-uterina. Neste caso, necessita-se também da integridade das trompas, porque fazemos uma estimulação ovariana muito semelhante à indução da ovulação e, no momento correto, colocamos o sêmen do parceiro processado em laboratório diretamente dentro da cavidade uterina.

Os tratamentos de reprodução assistida de maior complexidade são a fertilização in vitro (FIV) e a injeção intra-citoplasmática de espermatozóides (ICSI). Nesta última, estimulamos a ovulação com uma quantidade bem maior de hormônios (a fim de serem produzidos o maior número de óvulos possíveis), introduzimos dentro de cada óvulo um espermatozóide para formar os embriões (ICSI) e os transferimos diretamente para a cavidade uterina, melhorando assim as taxas de sucesso.    

5.Qual a importância da vídeolaparoscopia na detecção da infertilidade?

A laparoscopia é importante em casos de infertilidade cuja causa seja tratável pela cirurgia. Pode ser útil no tratamento de pacientes com endometriose e com síndrome dos ovários policísticos que não respondem ao tratamento com medicamentos, ou com miomas uterinos. Situações de não-implantação do embrião na cavidade uterina por presença de pólipo de endométrio ou miomas, deverão ser tratados através da videohisteroscopia.  
6.Quais os riscos que a mulher corre durante um tratamento para a infertilidade?

O maior risco é a hiperestimulação dos ovários durante o uso das medicações hormonais usadas para induzir a ovulação.
Esta pode significar uma situação de risco à vida da mulher caso seja negligenciada pelo médico.
  
7.O que a Medicina Reprodutiva tem constatado em relação à infertilidade feminina?

Cada vez mais as mulheres têm engravidado em idades mais avançadas. Com isso, as dificuldades são maiores, as chances de uma gestação natural são menores e há um aumento da chance de ocorrerem algumas doenças ginecológicas que podem atrapalhar ou gerar uma dificuldade de gestação, como endometriose e miomas uterinos. 

8.E quando um casal apresenta um quadro de ótima saúde e não consegue engravidar, qual o tratamento mais indicado?

Em primeiro lugar, precisamos descartar todas as causas possíveis de infertilidade neste casal. Caso não cheguemos a nenhuma causa, caracterizamos este casal como possuindo uma infertilidade sem causa aparente. Num quadro como este, o melhor tratamento é a reprodução assistida através da técnica de ICSI. 

9.Existem casos onde a dificuldade de fertilização pode ser influenciada pelo ritmo de vida, alimentação, estresse ou algum outro fator do ambiente?

Todos estes fatores podem diminuir as chances de sucesso não somente de uma gestação natural, como em tratamentos de reprodução assistida. Isto acontece por fatores como estresse e alterações ambientais, que causam uma diminuição da imunidade da mulher e influenciam negativamente na estabilidade hormonal, o que atrapalha no sucesso em se alcançar uma gestação.

10.Como a pílula ou outro método anticoncepcional pode dificultar a gravidez, depois da suspensão de uso do tratamento?

Em geral, tanto a pílula quando outros tratamentos contraceptivos afetam pouco o retorno a fertilidade da mulher. Neste caso, a pílula pode atrasar no máximo de três a seis meses o retorno das ovulações. Isto já não acontece diante do uso de métodos não hormonais ou do DIU medicado com progesterona.

Perfil

Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844) - É graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1996) e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo (2004). Realizou residência-médica também na Universidade de São Paulo (2000). É membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e Sociedade de Ginecologia do Estado de São Paulo (FEBRASGO/ SOGESP) e membro da Associação Americana de Laparoscopia Ginecológica (AAGL). Além de dirigir o Centro de Endometriose São Paulo, ela integra a equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein, Samaritano, São Luiz e Sírio Libanês.

O Centro de Endometriose São Paulo conta com serviços voltados à assistência global da saúde da mulher e valorização da beleza feminina. A iniciativa deste projeto pioneiro é da Dra. Rosa Maria Neme, que possui diversos trabalhos publicados sobre a endometriose e larga experiência no tratamento desta doença. Ela lidera uma equipe clínica formada por médicos e profissionais nas áreas de ginecologia, radiologia, cirurgia do aparelho digestivo, urologia, clínica geral, anestesia especializada no tratamento de dor, dermatologia, fisioterapia, nutrição e psicologia.

Fonte:
Prestige Assessoria de Comunicação e Marketing

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